9 de junho de 2011

paulo monteiro

não entendes as minhas indirectas, ou se calhar não as queres entender, por isso vou ser extremamente directa:
sabes o que eu queria? queria que te chegasses ao pé de mim e que, como há relativamente pouco tempo fizeste, me levantasses a cabeça com as mãos obrigando-me a olhar-te nos olhos. queria que me perguntasses se vou sentir a tua falta e que insistisses nessa pergunta mesmo sabendo a resposta. queria que me voltasses a levantar a cabeça pois provavelmente a minha primeira reacção à tua pergunta seria baixa-la. queria que entendesses o meu lado e que te preparasses para limpar todas as lágrimas que estariam para correr pelo meu rosto. queria que me beijasses a testa e dissesses que também vais sentir a minha falta, mesmo que isso não correspondesse à realidade. queria que no fim de teres perdido uns três minutos nisto tudo, me desses somente mais dois para permanecer abraçada a ti.
e sabes do que eu precisava? precisava de um abraço forte, de uma palavra simpática, de um olhar cúmplice e de um sorriso sincero. precisava de saber que estás lá para mim como eu estou para ti, porque apesar de te ter dito que sim, eu jamais te verei como um simples amigo.


"desta vez foi diferente,
senti-me como se fosse apenas uma vítima
e isso cortou-me como uma faca
quando saíste da minha vida.
agora eu estou nesta condição
e tenho todos os sintomas
de uma rapariga com o coração partido,
mas não importa porque
tu nunca me vais ver chorar.
aconteceu quando nos beijámos pela primeira vez?
porque esquecer tudo está a magoar-me,
talvez porque passámos muito tempo juntos
e eu sei que isso não acontecerá mais.
eu nunca deveria ter deixado que me abraçasses,
talvez seja por isso que estou triste em nos ver separados (...)."
(traduzido)

"não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoa-la por isso." 
- william shakespeare