18 de junho de 2011

i miss you

já tenho saudades tuas e ainda nem sequer nos despedimos. já tentei imaginar como será não te puder olhar nos olhos daqui para a frente, não me puder cruzar contigo ou simplesmente não te puder ver nem que seja de longe. já tentei, mas ainda não consegui. contudo, sempre que tento sinto uma enorme dor no peito e os meus olhos ficam húmidos. tudo isto porque tenho medo, medo de te dizer adeus, porque a verdade é que me vai custar bastante. mas por agora, só te posso perguntar: se eu te pedisse para não ires, tu ficavas?

« se estás parado com a mala e não consegues entrar no comboio está tudo como deixaste, eu ainda não dormi. se estás a cobrir o teu rosto agora mas simplesmente não consegues esconder a dor, ainda coloco dois pratos na mesa mas como sem ti. se a verdade é que és um mentiroso quando dizes que estás bem, estou a dormir do teu lado da cama enlouquecendo. e se estás lá fora a tentar seguir em frente mas algo te puxa para trás, estou aqui a tentar convencer-te como se estivéssemos no mesmo quarto. eu queria puder dar-te a mesma reacção fria, eu queria que tu me desses trabalho, eu queria ainda puder desejar que acabou, mas mesmo que querer seja uma perda de tempo, mesmo que eu nunca passe pela tua cabeça, vou deixar a porta apenas encostada caso tu voltes. haverá uma luz acesa no corredor e uma chave debaixo do tapete caso tu voltes. haverá um sorriso no meu rosto (...) e será como se tu nunca tivesses ido (...) e ao deixar a minha porta aberta estou a arriscar tudo o que tenho, mas não há nada que eu possa perder que tu ainda não tenhas levado (...). »