18 de março de 2011

agora sim ...

há um tempo atrás chamaste-me pita, insinuaste que eu tinha atitudes infantis e que agia como uma criança. acho que nunca ligaste ao que a pita te dizia, nunca te preocupaste com o que ela sentia .. mas o pior de tudo foi não teres aberto os olhos e reparado que ela te amava de verdade. nunca andei atrás de ti, apenas queria que fosses feliz e se não te dizia frequentemente que te amava era porque estava à vista, mas pelos vistos só tu é que não vias. se magoar-me era o teu objectivo e se nunca o admiti vou admitir agora: conseguiste. mas isso valeu-te de muito, ficaste com fama de ser garanhão talvez. acho que nunca chegaste a saber que eras mais importante para mim do que alguma vez possas imaginar. mas de qualquer forma, de que é que me serviu gostar tanto de ti se não quiseste saber de nada? perdi tempo e ganhei juízo, ou não. é que mesmo no fim, quando não havia volta a dar, eu ainda queria que sofresses .. tu tinhas mesmo de sentir o que eu senti. e sentiste? da última vez expressaste o que realmente sentias ou foi como dantes que cada 'amo-te' era dito da boca para fora? "te amei no passado, te amo no presente e se o futuro permitir te amarei eternamente", não era o futuro que tinha de permitir, eras tu que tinhas de fazer por isso. eu cresci e vejo que tu também e acredita que fico bastante contente por te ver feliz, porque posso ter sido estúpida contigo mas no fundo nunca te falhei como amiga. "o esforço que fiz, a vontade que sempre tive. querias viver a vida, então agora vive" (...)